Trapo 197 - Sentar nas mesas do canto
Gosto de me sentar nas mesas do canto, de costas para a parede...
do fim -->
No meu MSN tinha a seguinte frase "Alguém que pare o mundo que eu continuo a querer sair" o que originou a seguinte conversa:
Palavras para quê?
Nestas minhas noites de insónia entretenho-me a ler... Desta vez um livro de uma figura pública nacional da esfera política. Prefiro guardar para mim o nome do autor e partilhar um excerto que me chamou à atenção...
Durante muito tempo e em especial no ano da minha coordenação nacional o intercidades foi o transporte onde passava mais tempo.
Desde que comprei o meu carro nunca mais tinha feito uma viagem de comboio. Até que hoje resolvi trocar o stress da condução e o preço da gasolina pelo bilhete de comboio.
Muitas e muitas vezes vim eu para Lisboa, a dormitar, a ouvir musica e a trabalhar horas e horas…
Á sexta-feira ou ao domingo era impossível dormir… as vezes nem trabalhar conseguia e por isso usava aquelas horas para desfrutar da paisagem do nosso Portugalito e ficava maravilhada com a longas planícies que se vislumbram pouco antes de chegar a Lisboa…
E quando aparecia aquela senhora a vender Pastéis de Tentúgal e Queijadinhas de Coimbra?! E quando o/a vizinho de lugar adormecia e quase caía para cima de mim? E quando ia uma criança atrás de mim que começava a brincar com o meu cabelo? Tantas peripécias…
Quem me conhece sabe que o olfacto é o sentido que tenho menos apurado e certamente já me ouvi dizer “Tenho o nariz avariado!”; a verdade é que o mais me marca ao andar de Intercidades são os odores…
O comboio chega à estação e sente-se um cheiro de combustível, misturado com o cheiro dos travões… Entramos e as carruagens têm um cheiro que não sei caracterizar. Quando o sinto, reconheço que não é agradável, mas ao mesmo tempo significa o início da viagem e o meu entusiasmo transformava aquele cheiro num aroma estupendo…
Depois vem Espinho e só de ver aquele mar, parece que se sente a maresia a bater-me no rosto…
A seguir tapamos os narizes e os miúdos protestam com o cheiro da celulose da fábrica de papel de Cacia. E quando se chega a Aveiro, o odor desagradável parece que sai com os passageiros.
E por falar em passageiros, as dezenas que se cruzam connosco e entre eles nos corredores misturando perfumes caros… Por vezes um bom perfume até me faz levantar a cabeça que a meio da viagem se costuma deitar sobre a janela…
E por vezes mais depressa do que desejava já fiz a viagem de regresso e nos altifalantes anuncia-se Porto-Campanhã…
Tenho andado caladinha...
No dicionário cá de casa nenhuma das palavras existem e confesso que nem sei bem como se escreve; mas a verdade é que ultimamente andam todos numa de testar a minha estupidofobia/estupofobia?!
Pufff (suspiro!)
Pensando um bocadinho mais no assunto, tenho é receio de ficar estúpida!
Não no sentido do dia-a-dia de ser grosseira, ou desagradável, mas no sentido de "não tem inteligência suficiente ou delicadeza de sentimentos" (Dicionário da Porto Editora, 2003).
Na minha profissão tornar-se pouco sensível aos outros, torna-se fácil, porque em cada turno puncionamos doente inúmeras vezes, algaliamos, introduzimos sondas, trocamos fraldas, colocamos restritores de movimentos e fazemos um sem número de procedimentos -invasivos ou não- que implica entrar na esfera do outro.
Fazemo-lo tantas vezes, vemos os doentes nus tantas e tantas vezes que para nós é extremamente banal e o exercício de nos imaginarmos naquelas camas, indefesos e doentes é bem difícil!
Não quero estupidificar! Quero ser cada vez mais humana e cuidar cada vez mais de seres humanos e menos de doenças!
Agora acabou de vez...
Apesar de gostar muito do meu Alfa Romeo, tenho pensado que se calhar gosto mais do Planeta e ter um carro que chega a gastar 12l/100km, não é nada amigo do planeta...
Entretanto encontrei algumas dicas aqui para pensar um bocadinho mais no ambiente:
Conduza por antecipação
possibilita maior tempo de reacção, evitando tantas travagens e acelerações
Conduza a baixas rotações
ao gerir a caixa de velocidades, opte por mudanças mais altas
Acelere e desacelere suavemente
evite acelerações e travagens bruscas
Evite situações ao ralenti
um veículo gasta cerca de 1 litro de combustível por hora ao ralenti
Nas descidas e travagens, mantenha uma mudança engrenada
retire o pé do acelerador, mantendo o carro engatado
Saiba analisar os seus consumos
para perceber como gasta o seu combustível.
Assalariada de novo!
Tive uma reunião em que falou sobre a vivência cristã/católica de cada um e fiquei com duas ideias em mente...
Eu optei por me apaixonar!
São 3h37 da manhã.
Acabei mesmo agora de enviar para o meu Professor de Direito da Saúde o meu trabalho sobre Objecção de Consciência.
Confesso que é um tema que eu simplesmente adoro...
Ao fazer este trabalho percebi que a Objecção de Consciência consta na:
Declaração Universal dos Direitos do Homem
Constituição da República Portuguesa
LEI 138/99 de 28 de Agosto. Altera a Lei 7/92 de 12 de Maio.
PORTARIA n.º 741-A/2007. Regula a Objecção de Consciência após a Lei n.º 16/2007 sobre interrupção Voluntária da Gravidez.
Estatutos da Ordem dos Enfermeiros
Código Deontológico do Enfermeiro
Regulamento do Exercício ao Direito à Objecção de Consciência (REDOC)
Mas que não consta do Regulamento Exercício Profissional dos Enfermeiros...
Curioso, não é?!
Deu-me mesmo gosto fazer este trabalho =)
Será que fui invadida pelo espírito natalício?!
Não sei... A verdade é que neste momento, independentemente de ser perto do Natal esta música faz bastante sentido para mim.
Quero-te!
All I Want For Christmas Is You - Mariah Carey
I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true...
All I want for Christmas is
You... yea yea
I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
(and I) Don't care about presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you...
You baby
Oh I won't ask for much this Christmas
I won't even wish for snow
(and I) I'm just gonna keep on waiting
Underneath the mistletoe
I won't make a list and send it
To the North Pole for Saint Nick
I won't even stay awake to
Hear those magic reindeer click
'Cause I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Baby all I want for Christmas is you
You baby
All the lights are shining
So brightly everywhere (so brightly yea)
And the sound of children's
Laughter fills the air
And everyone is singing (oh yea)
I hear those sleigh bells ringing
Santa won't you bring me the one I really need -
won't you please bring my baby to me...
Oh I don't want a lot for Christmas
This is all I'm asking for
I just want to see baby
Standing right outside my door
Oh I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
Baby all I want for Christmas is
You (You) baby
All I want for Christmas is you baby... (repeat)
Como acolhemos o outro em nossa casa?
Talvez, aos olhos dos outros a vida esteja a sorrir-me...
Sabem o que é que eu gostava mesmo mesmo de oferecer a todos os que se cruzam com os meus caminhos?
Acordo às 13h30 e tenho sono...
Foi um ano horrivel...
Perdido, numa mala, estava um pedaço de papel amarrotado que dizia:
Nome: Luísa
Idade: 23
Momento mais feliz: a minha última festa de aniversário
Momento mais marcante no MCE: III Reunião de Equipa Nacional 2007-2008
Quem é o teu herói: Mafalda
A frase que mais te emocionou: … morreu!
O gesto que mais gostaste de dar: abraços
A palavra/frase que mais te custou a dizer: Não sou capaz.
A pessoa do MCE do Porto que mais te surpreendeu: Marcelo
Qual o momento em que te sentes mais sozinha: de manhã, quando acordo ainda meia desorientada e me questiono o que sou e o que ando a fazer…
Se pudesses tirar uma foto com algum de nós para levar sempre contigo a quem tirarias? Porquê? : Diliana, pela caminhada juntas….
Têm sido dias saltitantes...
25 de Julho STOP: Porto – Juramento de Nightingale
Intenso.
26 - 28 de Julho STOP: Vila Flor -Acampamento do MCE.
Fantástico!
28 de Julho STOP: Porto - Inscrição na Ordem dos Enfermeiros.
Finalmente o sonho inicia…
31 de Julho STOP: Lisboa - Ida à sede com o Fábio.
Trabalho? Sim; Gozo? Sim, imenso.
1 de Agosto STOP: Guimarães – Concerto de José Cid e Perdigão
Importante?! Os amigos, claro!
2/3 de Agosto STOP: Porto – Festa de Aniversário da Dxi e Ildinha.
É bom sentir-me em casa.
4 de Agosto STOP: Guimarães – Recolha de Assinaturas (24 de Junho).
Causas.
6 de Agosto STOP: Porto – Festa de Aniversário Surpresa à Vanessa.
Para pessoas especiais, surpresas especiais…
7 – 9 de Agosto STOP: S. Pedro do Sul – Andanças.
Excelente Festival; excelente companhia e óptimo tango.
11 de Agosto STOP: Marco de Canaveses – Dia passado na casa da Sofia.
Somos UNO!
Pelo meio….
Povoa do Varzim – Cafézar
Mindelo – Miminhos da família;
Vila do Conde – Feira Internacional de Artesanato;
Matosinhos – Praia;
Porto – Enviar currículos.
Próximas paragens:
Moreira de Cónegos – Aniversário do papá;
Gerês – Campismo Selvagem;
Preparação do Conselho Nacional – Lisboa;
Conselho Nacional - Mira
Estou a adorar a agitação…
Comprometo-me solenemente, perante Deus e em presença desta comunidade, viver com dignidade e exercer dedicadamente a minha profissão.
Abster-me-ei de tudo quanto for desmoralizador e malévolo; nunca usarei ou administrarei, com pleno conhecimento, qualquer droga nociva à vida humana.
Tudo farei para manter e elevar o nível da minha profissão, usando de sigilo em todas as questões pessoais que sejam confiadas à minha guarda ou nos assuntos familiares do meu conhecimento, durante o desempenho do meu trabalho.
Com lealdade e como mensagero de saúde devotar-me-ei livremente ao bem-estar de quantos venham a ser entregues aos meus cuidados.
Numa banal conversa, apercebi-me que na família próxima somos peritos a dar nomes aos nossos filhos...
Lá em casa somos 3 mulheres e 1 homem, logo, 3 Maria's e 1 Mário.
Do lado paterno, são 6 irmãos, dos quais 5 têm ou tiveram esposas "Alice". Um dos quais casou com 2 mulheres: a primeira "Alice" e a segunda "Alice".
Tenho 2 tias "São"; 2 tias "Mariazinha"; 2 tias "Detinha" e 2 tias "Elvira" uma homónima do lado materno e outra paterno.
Depois há nomes do género...
3 pessoas chamadas "Humberto"
“Alice da Glória”
“Alzira Alice”
“Aníbal”
“Cândido César”
“César Daniel” (um menino com cerca de 4 anos)
“Daniel Paulo”
“Darcília Maria”
“Emília Elisabete”
“Glória Beatriz” (uma menina com cerca de 8 anos)
“Ireneu”
“Marco Paulo”
“Mário Augusto”
“Ricardo Bruno”
“Rute Cristina”
“Tarcísio”
“Tiago Alexandre”
E no meio disto tudo também há diminutivos: 2 "Cilinha"; "Neninha"; "Ciso" e "Bisa", para além dos comuns "Lola"; "São" "Bete"; "Berto" e "Detinha".
Bem... no meio disto... agradeço chamar-me Luísa.
A primeira coisa que me chama a atenção numa pessoa são os dentes/boca.
Colecciono quebra-cabeças.
Coro facilmente.
Das primeiras coisas que faço quando chego a casa é ligar o computador.
Estou sempre a abanar a perna ou a mexericar com as mãos.
Gosto que me abracem quando me cumprimentam.
Não consigo conceber a ideia de não pensar em nada.
Não consigo usar a casa de banho se tiver outra pessoa do lado de fora.
Não gosto de conduzir sem música.
Não ponho açúcar no café.
Nas situações embaraçosas de injustiça, mas que sei que nada posso fazer, apenas consigo chorar.
No metro, quando vazio, gosto de viajar de pé.
Quando distraída costumo brincar com o cabelo ou com a cara.
Quando embaraçada, geralmente sou muito extrovertida.
Raramente ponho acentos ao escrever no computador.
Só faço um novo post após ter um comentário no anterior.
Sorrio imenso.
Sou uma tagarela.
Tenho frequentemente a pontinha do nariz fria.
Tenho meias às risquinhas.
Tomo banho sempre com a água muito quente.
Já não dormia em Guimarães desde a Páscoa.
Cheguei, jantei e custou sair de casa: o papá e a mamã estavam a requerer a minha atenção.
Fui convidada para uma reunião. Compareci. Gostei.
Antes de vir embora resolvi ligar a alguém conhecido. Coincidentemente, estava na outra ponta da mesma praça. Conversamos e Enfermeiramos...
Cheguei ao carro.
Apesar de haver poucos lugares para estacionar, encontro sempre lugar naquele sítio para pôr o carro.
Vim a conduzir, era 1 e pouco da manha, a estrada estava vazia...
Saboreei a viagem... Ouvi a rádio local.
É bom encontrar as pessoas. É bom conduzir com a estrada vazia...
De ti, Guimarães, tenho saudades...
Mas não quero voltar a ter-te...
Sabe-me bem viver-te e visitar de quando a quando...
Gosto de me envolver nessa mística e nostalgia.
És especial porque não és constante!
És um cidade mágica na minha vida!
Há situações na nossa vida que vemos a injustiça e as más interpretações a toda a hora!
Esforçamo-nos para ser melhores e trabalhamos mais e mais...
Depois, parece que o trabalho que temos se inverte e as situações em que somos colocados são ainda piores e as nossas acções são cada vez mais mal interpretadas.
Apetece-me gritar ao ver pessoas a darem a sua visão das coisas, que é deturpada com a da realidade;
Apetece-me gritar ao ver as pessoas a mentir;
Apetece-me gritar quando as pessoas se julgam a fazer o melhor para nós, mas não conseguem ver o mal que nos estão a fazer;
Apetece-me gritar quando se deduz intenções que não correspondem as verdadeiras intenções;
Apetece-me gritar quando transmitem uma imagem de nós que não está perto da verdadeira.
Não estou em posição sequer para contestar.
Baixo a cabeça! Sem me conseguir controlar, as lágrimas escorrem pela face!
Vinha mesmo, mesmo a calhar uma limpezita das coisas que fazem doer o coração...
Sinto que a minha vida está uma confusão...
Disseram-me em tom de brincadeira: "Tu... Tu és uma menina muito mimadinha! Tens excesso de mimo!"
E fui... Fui dentro de um camião, Com outras... outras iguais a mim. Umas contentes, outras triste. Eu apenas observava. Fui levada para uma rua escura e movimentada. Empurraram-me para fora do camião. E veio um... Encheu-me de café, e tocou-me... Tocou-me com as mãos, com a boca e com a língua... Estava suja e porca... Fui atirada ao chão... Veio uma mulher, apanhou-me do chão. Deu-me banho e um local para descansar. Acordei! Levaram-me novamente à rua escura, a um rapaz com cerca de 20 anos, forte e viril. Ele besuntou-me com bolo de chocolate, mordeu-me, lambeu-me... Senti-me suja... usada... No dia seguinte, as situações repetiram-se... Naquela rua escura, fui lambida, mordida, usada por outro alguém... No dia seguinte também... A agua de me lavar era suja, sem sabão... As toalhas de me secar eram negras e encardidas... Um dia fui tocada por homem. Tinha mau hálito... Estava doente... Passado uns tempos, também eu comecei a sentir-me doente, cansada, velha e suja... Todos os dias, naquela rua escura, Tantas mãos me tocavam... Tantas bocas me beijaram... Uns sabiam a café, outros a chocolate, outros a pastilha elástica... Fui usada numa rua escura...1 de Abril
Foi a última noite nesta cidade. Acordei em Madrid.Os três partimos rumo ao aeroporto, de metro durante cerca de 1h.
Senti o aroma da despedida com Shandy
Aeroportos... Estar cansada, mas feliz e sobretudo sentir-me inquieta. Passear... Cantarolar em Inglês e ver as pessoas enquanto tento adivinhar a sua nacionalidade.
Senti o aroma da mobilidade de pão acabado de sair do forno
Descolar! Não! Tenho medo! Sinto as mãos a transpirar, o coração a bater e tenho que pensar para conseguir ventilar! Tu olhas-me. Tens um olhar castanho e intenso de um menino de 5 anos entusiasmadíssimo.
Senti o aroma a pastilha elástica de mentol
Despedimo-nos no metro. Abraçamo-nos. Nem imaginam o quão bom é sentir os vossos abraços. Nem imaginam o quanto me tenho sentido apoiada por ti, Lisboeta, e por ti, Vimaranense. Gostava de poder ter-vos a vós e a outros mais perto.
Senti o aroma da amizade com mel e limão
Estavas sentada no sofá, cansada. Ouvias o meu entusiasmo. É muito bom viver contigo e partilhar sorrisos e confidencias sobre o amor.
Senti o aroma da cumplicidade com canela
Vieste ver-me! Sempre me queres ao pé de ti... É intrínseco ao papel de mãe. Hoje estás mais bonita. Falas do quotidiano. Ficas, perdes o comboio e voltas a ficar.
Senti o aroma da protecção com bolo de chocolate
Liguei e troquei mensagens com pessoas especiais. Gosto de vocês! Fazem-me sentir viva! Venham para à minha beira! Quero o vosso miminho!
Senti o aroma do carinho com gelado e natas
Já lá estavam quando cheguei atrasada... Foi só desta vez! Prometo!
Hoje foi especial! Somos uns 100nome que se questiona sobre o Ensino Superior. Eu gostei muito! Que exigência ter do ES? Universidade é igual produção de saber? Qual é o meu papel?
Depois encontrei mais de vós! Estavam com menos energia, mas sempre com sorrisos.
Senti o aroma do inconformismo com torradas
E resolvi esperar o autocarro contigo! Os minutos passavam; a chuva caia. Falavas comigo, mas eu não me sentia lá. Eras tu, autentica como sempre e molhávamo-nos... Preocupo-me contigo! Desejo-te tudo do melhor que há.
Senti o aroma da terra molhada
Sai do metro. Chovia torrencialmente. O dia está perto do fim. Ontem, em Madrid, estava um sol de Verão. Hoje, no Porto, a chuva molha-me as entranhas. Sinto-me a ser lavada. Não me sinto cá. Sinto-me com vontade de mudar o mundo. Sinto vontade de amar, de cuidar e de investir na minha formação. Sinto os pés a flutuar, porque não me sinto em Portugal. A minha mente voa entre Madrid e Porto... E se desse um pulinho a Dublin? Ou talvez a Roma?
Senti o aroma da inquietude e de café
É mais uma noite nesta cidade. Adormeço no Porto.

Foram 23 no dia 23.
Andam todos stressados, ansiosos, atarefados e atordoados...
É barulhenta,
é uma lágrima que cai,
é uma música triste,
é um nó na garganta,
é uma refeição sozinha,
é um silêncio ensurdecedor,
é o som das teclas de um computador,
é longa,
é andar às voltas,
é uma dor no peito,
é uma vontade enorme de gritar,
é um aperto,
é um vazio,
é um chocolate,
é olhar ao espelho,
é um smile amarelo,
é um telemóvel que não vibra,
é um sono com insónia,
é um post triste.
Hoje acordei com olheiras,
Perguntaram-me:
“És daquelas meninas que não quer envelhecer porque não quer que as varizes apareçam juntamente com as rugas?”
Respondi:
“Não, não quero envelhecer porque acho que as pessoas a partir da nossa idade perdem imensa força de viver e de lutar por aquilo que realmente querem, acomodam-se com a vida e não fazem loucuras e aventuras.
Não vivem com ânimo e garra.
A partir de agora somos os «cotas» que não conhecemos a música fixe e está sempre demasiado cansados para ir para uma discoteca duas noites seguidas.
Somos quem deixa de perceber das coisas novas que aparecem e que pensam mais em dinheiro do que nos amigos.
Finalmente chegámos aquela casa que nos é tão familiar...
Apesar de não estar em casa, sentia-me como estivesse.
Lá não precisava de rir forçado, nem de aparentar estar bem,
mas apesar disso, o ambiente era pesado...
Nós vestíamos calças de ganga, camisolas e sapatos escuros e casacos pretos,
a mãe vestia saia preta, camisola preta, casaco preto e lenço branco,
os tios e primos vestiam preto, castanho e azul escuro.
O pai chegou,
vestia casaco cinzento e usava gravata preta.
Tinha um ar triste...
A filha mais nova sonhava como seria viver com uma família enorme, com 7 irmãos para se poder construir imensas coisas juntas,
o pai recordava-o...
A filha mais velha perguntou: Então pai, como estão os ânimos?
Responderam-lhe: Quebrou-se o primeiro elo da roda!
Eu, a filha mais nova, baixei os olhos e sem que eu desse por isso, caiu uma lágrima...
Hoje é o Dia Mundial da Alimentação Saudável.
Porque para nós enfermeiros, a arte do Cuidar é sempre um recomeçar e um renascer...
Há dias disseram-me...
São 12h24 minutos. O telemóvel começa a vibrar com uma chamada de um número privado.
Acordo de manhã e lembro-me dos sonhos
Tenho saudades dos dias quentes de verão e de "acampar" na praia.
Os primos mais velhos a jogar à bola,
as cusquisses com a prima,
as tias a puxar-nos pela língua...
Dos mergulhos e dos tampões dos ouvidos,
do tremer de frio,
dos gelados e dos sorrisos.
Depois, todos crescemos,
Agora temos outros interesses e afazeres
Foi bom, hoje, os dois mergulhos na água gelada para reavivar a memória.
Ultimamente,
têm sido dias cheios,
com sorrisos e lágrimas,
com momentos de stress e momentos recompensadores.
Têm sido dias demasiado longos,
e noites demasiado curtas...
Têm sido dias de estágio,
dias de entregas,
dias de apresentações,
dias de entregar portefólio,
dias de frequências...
Têm sido também dias de estar com a família,
de pedir ajudas à tia,
de comer churrasco.
Têm sido dias óptimos!
Para mim a realização profissional é muito importante.
Infelizmente o cancro da mama é uma realidade
2 – Ainda em frente ao espelho, levante os braços e observe se aparecem alterações do contorno e superfície das mamas.

Lara: já pensaste que há alguns anos atrás haviam muitos militantes e dioceses... para organizar um encontro os esforços necessários eram muito maiores, e as responsabilidades eram divididas por muitos... hoje a equipa nacional é quase igual a um executivo antigo em número.
Luísa: mas isso é porque somos poucos e é preciso menos. Será que é preciso menos pessoas?! Se calhar devíamos ser mais...
Faz hoje exactamente 2 meses do acidente...
Infelizmente, não pode ficar na casa do dono, por isso ficou comigo!
Apesar de feliz, ainda não está completamente adaptada à sua nova casa.
No entanto reclama o seu lugar no sofá e até a atenção quer novos donos, quer do gato já existente na casa, que tem quase o dobro do seu tamanho...
Tem uma personalidade bastante forte e impõe-se até nas brincadeiras...
Um dia, achei que as suas mamas estavam um pouco maiores do que era suposto; no entanto, nunca tinha tido uma gata em casa...
"Oh Cila! A gata tem mamas!"
"Que tola!! Claro que tem mamas! Ela é fêmea! Todas as fêmeas têm mamas!"
Uma semana depois, estavam exageradamente maiores!
Seguiu-se uma ida ao veterinário: medicação e cuidados especiais...
Mas a gatinha não estava melhor...
Uma semana depois, nova visita ao veterinário: mais cuidados especiais, alteração da medicação...
Mas a gatinha não estava melhor...
Hoje, foi de novo ao veterinário...
Descobriu-se que tinha alguns filhotes que infelizmente estão apenas no seu útero, já sem vida...
Foi-lhe diagnosticado Hiperplasia Fibroepitelial mamária!
Em princípio, é curável com uma histerectomia (retirar o útero).
Estou receosa!
Espero melhoras!
Acordei!
Perdidas nos meus apontamentos de Bioética, estavam duas frases que me fizeram pensar:
"A Aquisição de conhecimentos científicos e de perícia prática não é suficiente para garantir que podemos agir de forma responsável como agentes morais.
Também não é suficiente que sejamos pessoas boas, decentes, com capacidade de introspecção e de auto-domínio, com coragem, integridade, respeito e justiça, se não tivermos a competência profissional necessária para ajudarmos aqueles que estão em necessidade."
E íamos... estrada fora, apesar da chuva. E eu estava feliz...
Conversávamos sobre o quotidiano, apesar da chuva e continuávamos estrada fora.
De repente, a água fez com que o volante se virasse, senti o carro a embater nos railes da esquerda, o parachoques saltou, rodopiamos, voltamos a embater no raile da direita e ainda estávamos a andar quando pensei que já podia pôr o pé no travão. O carro parou.
"Tu estás bem?!" "Estou!"
Abraçamo-nos!
Um senhor espreita pelo vidro da frente e eu aceno-lhe em sinal de que não estamos feridos.
Saímos do carro, ele diz que eu saí do lado dele, eu acho que saí do meu!
"Saia daqui! Saia, que o sr. está sem colete e vai apanhar uma multa! Saia! Nós estamos bem! Nós ligamos pro 112!" digo a tremer.
Pego no telemóvel...
"MÃE! MÃE! O PAI?"
"Não está, porquê?"
"Oh mãe, eu estou bem, mas eu tive um acidente! Mas eu estou bem! O Vitor ia comigo e também não tem nada! Mas eu desfiz o carro todo!"
"Onde estás?"
"Não sei bem... é naquela auto-estrada depois de Sto Tirso, antes da portagem do Porto."
"OK. Tem calma! Eu e o pai vamos já prai!"
Ele tratou de tudo... coletes, triangulo e até de me levar para lá dos railes. E os destroços saltavam...
Chegou o carro da Brisa.
Agora já estava a chover a sério.
Ligou-se para o reboque e esperamos.
Cerca de 20 minutos depois chegou o carro da BT. O agente era bastante simpático, deixou-nos abrigar da chuva. Recolheu os dados e ainda fez piada por eu saber o número do BI de cor.
Fomos para a estação de serviço.
A minha mãe estava muito pálida. A face do meu pai só começou a ganhar alguma cor depois de me ver...
Em casa, chorei... Chorei muito no colinho da mamã. "Pronto, filha... Os acidentes acontecem... E da maneira que foi tens que dar graças a Deus por estarem os dois vivos e bem. Carro é chapa...!"
Na quarta-feira tocou o telefone durante a aula. Saí para atender. Era o meu primo Hugo. Não consegui evitar que caísse uma lágrima...
Na quinta-feira à noite ligou a D. Elisa. Uma pessoa que me é muito especial. Não consegui evitar que as lágrimas caíssem pela cara abaixo depois de atender. Aliás... Mal consegui falar.
Passou uma semana.
Já consigo escrever sobre o acidente e já só tremo um bocadinho!
Já consigo não chorar o tempo todo!
Sinto-me inerte!
Insónias permanentes atormentavam a sua mente, como quem nos pica com mil agulhas, uma a uma, suavemente…
Inerente aos tormentos levantou-se, já era habito querer dormir e não puder, e dirigiu-se à janela para fumar. A noite estava estrelada, com um céu límpido, onde se podiam ver as estrelas bem ao longe, e vontade de as agarrar não lhe faltava.
Enquanto fumava pensou no tempo perdido, teria sido em vão que tinha vindo viver para Lisboa após a desintoxicação? Por quanto tempo mais iria viver em guerra consigo mesma?
Acabou de fumar e deitou-se, mal caiu na cama os pensamentos que lhe atormentavam a alma desvaneceram-se à medida que o sono lhe fechava as pálpebras lentamente e acabou por adormecer na paz do anjos…
A manhã levantou-se esbelta e quando ela acordou já os pássaros tinham parado de cantar e o sol ia bem alto, vestiu-se e enquanto se preparava para sair o telefone tocou…
Ricardo Jorge Marques
(Espero que este post traga vontade de o continuar a escrever.)
Plim!

Artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos do Homem
As suas rugas talvez devessem respresentar razão e sabedoria.
Voltei a enjoar na viagem...
Quando chegamos o sol já estava a querer pôr-se.
A maré estava vaza.
Olhei o mar!
Aquele mar que me lembrava da minha infância.
Aquele onde aprendi a nadar;
Aquele que me levou os óculos;
Aquele que me fez rir e dar muitas gargalhadas!
Olhei para ele. Sorri.
Largamos tudo no carro.
Pisei a areia.
Arranjei a mão dele, puxei-o
e corri...
Praia fora...
Senti o calor do sol na minha pele branca,
apesar de já estarmos a meados de Julho.
Passeamos,
Rimos,
Corremos,
Molhamo-nos...
Atirei-o ao chão!
Ficamos os dois todos molhados
e ainda rimos mais!
Foi tão bom!